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    Blog do Boanova – O Brasil que a gente não vê...
     





    Escrito por Boanova às 00h41
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    Dia a dia

    As notas do Pé Frio de Almeida      

     

     

    Fala aí Miriam! Contesta, Nerval! Critica essa, Alexandre!...

     


    1) O Natal de 2009 promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos; 2) A indústria iniciará 2010 embalada como há muito tempo não se via no País,. 3) Empresários e economistas projetam crescimento industrial entre 12% e 16,5% no primeiro trimestre de 2010, período tradicionalmente marcado por férias coletivas e demissões; 4) Fabricantes de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus já trabalham em três turnos para atender encomendas; 5) vendas aquecidas estimulam empresas a retomar planos de investimentos; 6) 'Viajo pelo mundo todo e fico vendo: os repórteres só me perguntam disso, o Brasil, o Brasil', diz Gilberto Gil

     

        (Estadão e os sinais de tempos difíceis para Serra e a pág 2 da Folha ; 22-11)

                                              

                                Do site Agência Carta Maior - http://www.cartamaior.com.br


    ________

     

     Até no Tutty??????????


    Cabeça feita

    Corre entre tucanos de alta patente o boato de que o filho adolescente de FHC o teria convencido a botar um piercing no umbigo.

    O ex-presidente estaria ainda resistente à ideia da tatuagem.

    O garoto está amarradão no velho!

     

    Do Blog do Tutty Vasquez - http://blogs.estadao.com.br/tutty/

     

     

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    Tá danado!!!...

     

    Sábado, onze da manhã, na rua Uruguaiana, no Centro do Rio. Um camelô de DVD pirata camufla a mercadoria em duas caixas plásticas e fica a olhar pro céu pra ver se a chuva vem ou não.

    Daí a pouco se aproxima um verdadeiro armário. Negão, quase dois metros de altura por um e oitenta de largura, camiseta regata, no peito colar de ouro, sandália branca e bermudão azul tipo-cheguei.

          - E aí, mermão, tem o do Lula? Pergunta o negão.

          - Esse ainda não chegou não, irmão... responde o vendedor sem se atrever a olhar pro “armário”.

     Não deu outra: o “comprador” agarrou o pobre vendedor pelo colarinho e levantou o homem do chão berrando aos quatro ventos:

          - Tu tá de sacanagem... tu tá de sacanagem... eu quero comprar o meu Lula... Cadê o meu Lula???

     

    Não teve Lula nem DVD do filme. Só deu porrada...

     

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    Ihhhhhhhhh!!!!!!!!!!!

     

    Minha Nossa Senhora das Cabeças, valei-me!

     

    Hoje tem pesquisa CNT-Sensus e pela boataria, o “cara” tá lá em cima...

     

    Ajudem-me todos os Santos que ninguém segura este País....

     

    ________


     

    Fonte bem informada em Brasília, garante que as mudanças nas regras do próximo BBB (nós aqui do blogue nos recusamos a usar o nome do programa em inglês, daí a sigla) atraíram a atenção do senador Artur Vergílio, aquele do Amazonas que estava ou ainda está com conta de hospítal da sua mãe pendurada na contabilidade do Senado. O tresloucado senador que teve só 5% dos votos pra governador na última eleição, está aflito por levantar uma graninha...

     

    Como diria o Genaro da banca aqui do bairro: “Si non é vero é bene trovato!!!”



    Escrito por Boanova às 00h40
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    Dos jornais

    A maior reserva de otimismo do planeta

     

    O diário espanhol El País, o mais influente da Península Ibérica publicou ontem como matéria de capa de sua revista semanal, o mais importante suplemento a publicação de Madrid, positiva avaliação sobre o Brasil e seu futuro.

    Ao contrario dos jornais brasileiro, especialistas em matérias negativas sobre o País e sua gente, o diário madrileño há muito vem acompanhando o desenvolvimento brasileiro com análises sérias e algumas críticas sobre desvios e problemas, em sua maioria justas e acertadas.

    Há pouco tempo lemos em blog na Internet que a pessoa que desejasse se informar corretamente sobre o Brasil, deveria ler jornais no exterior.

    E isso parece acontecer mais uma vez...

     

     

     

    Petróleo desperta o gigante Brasil

     

    Com o petróleo da camada do pré-sal como munição, o gigante Brasil despertou, afirma uma reportagem especial da edição deste domingo do jornal espanhol El País.

    A notícia de capa da revista semanal do diário afirma que o "tsunami de ouro negro" na costa brasileira pode financiar as principais ambições do governo de Luiz Inácio Lula da Silva:

    "Acabar com a pobreza e transformar o Brasil na 6ª potência do mundo, em porta-voz dos países emergentes; em líder da América Latina; integrante do Conselho de Segurança; financiar a saúde e a pesquisa. Consolidar uma indústria nacional poderosa."

    A reportagem afirma também que "o futuro do Brasil repousa nas entranhas do Atlântico", mas lembra que para atingir os seus objetivos, o país vai ter que superar a "eterna maldição da repressão, corrupção e desigualdade" que se abateu sobre diversos grandes produtores de petróleo – Nigéria, Venezuela e Irã, além de "monarquias do Oriente Médio".

    O jornal espanhol comenta ainda o histórico brasileiro de dependência de importações de petróleo, "até meados dos anos 50, importava 95% do petróleo que consumia".

    Modelo dinamarquês

    Hoje, por outro lado, destaca o País, as necessidades da indústria petroleira doméstica estão reanimando a economia do Brasil.

    "O petróleo está reativando toda a indústria. Desde a siderurgia até o setor têxtil e de comunicações; desde os estudos sísmicos até o armazenamento do cru, do tratamento do gás e da elaboração de fertilizantes."

    A reportagem do diário espanhol afirma que o Brasil de Lula quer seguir o modelo da Dinamarca, que "se transformou em uma peculiar e discreta potência petroleira administrada com cautela pelo Estado."

    No entanto, a reportagem lembra que o Brasil "não é a Noruega", com sua população de quase 190 milhões de pessoas, 25% de pobres, altas taxas de violência e "más níveis de infra-estrutura e educação.

    Entre os desafios brasileiros, o jornal enumera: "burocracia excessiva e corrupção. Graves problemas ambientais na Amazônia. Desequilibrios territoriais entre o paupérrimo norte e o ensolarado sul. E a enorme e histórica desigualdade da divisão da riqueza."

    Por isso, a reportagem conclui que o petróleo precisa ser "o motor da mudança", "a pedra angular" do Brasil.

    A notícia do El País também afirma que embora a promessa da riqueza do pré-sal ainda esteja "distante", ela teria alimentado a esperança do país e posto o país em movimento.

    Por fim, o jornal ressalta o fato de o Brasil ter sido um dos primeiros países a dar mostras de recuperação após a crise econômica mundial e afirma que o país tem, sobretudo, "as maiores reservas de otimismo do planeta".

    Tradução: Portal BBC-Brasil



    Escrito por Boanova às 00h27
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    Ação e reação

     

    As dores do parto

     

         O inegável crescimento da importância do Brasil no cenário mundial pode ser medida por vários fatos, mais especificamente a sequência de acontecimentos destes últimos dias que revelam um quadro novo com o qual devemos aos poucos nos familiarizar aceitando o fato de que nesse processo, dores nos farão ver o nascimento de um novo país.  

         A discussão pelo Supremo Tribunal Federal do caso Cesare Battisti, com a indevida ingerência de um poder sobre prerrogativas de outro, no caso o Executivo, discutindo norma constitucional que dá ao Presidente da República os poderes de representação externa do País deu início a este somatório de incômodos.

         A isso se seguiram a chegada ao Brasil de Shimon Peres, Presidente de Israel, na primeira viagem de um dirigente judeu ao nosso País em 40 anos; a também visita de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina logo a seguir à do chefe de Estado israelense e o próximo desembarque, nesta segunda feira, em Brasília de outro Mahmoud, desta vez o Ahmadinejad, polêmico e controvertido, líder iraniano.

         Como não poderia deixar de ser, tais fatos e contatos provocaram reações externas, algumas despropositadas, outras típicas de um mundo que ainda respira ares de domínio de super-potências. Mas, desta vez, houve exagero nas reações.

         Na lista, começando por manifestação italiana vamos aos fatos:

     

    ·         O deputado Ettore Pirovano, do partido conservador Liga Norte, ironizou no Parlamento italiano o trabalho de juristas brasileiros ao comentar o refúgio político concedido ao ex-militante de esquerda Cesare Battisti, segundo a agência Ansa. Pirovano criticou duramente o ministro da Justiça, Tarso Genro, por suas declarações à imprensa brasileira de que a Itália ainda vive fechada em seus "anos de chumbo". "Não me parece que o Brasil seja conhecido por seus juristas, mas sim por suas dançarinas. Portanto, antes de pretender nos dar lições de Direito, o ministro da Justiça brasileiro faria bem se pensasse nisso não uma, mas mil vezes", disparou o deputado governista.

     

    • O presidente da Subcomissão para a América Latina da Câmara de Deputados dos Estados Unidos, o democrata Eliot Engel, criticou nesta sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por receber o colega iraniano, Mahmoud Ahmadinejad --que chegará ao Brasil nesta segunda-feira, dia 23. "O Brasil é um país democrático que passa por um acelerado processo de modernização, quer entrar no Conselho de Segurança da ONU e também deseja ser um líder mundial. Espero sinceramente que chegue a esse ponto, mas ampliar seus vínculos com Ahmadinejad não é o caminho", afirmou Engel.

     

     

    ·         No sítio Luís Nassif Online, colhemos observação que diz que “a política externa brasileira esta influenciando a aprovação do embaixador indicado pelo Presidente Obama para o Brasil, Thomas Shannon. Os três senadores Republicanos que estão bloqueando a aprovação, Jim DeMint, George Le Mieux e agora Connie Mack, tres nulidades, usam o que chamam de proximidade excessiva do Brasil com a Venezuela e Irã como argumento contra Shannon, prevendo que o novo Embaixador vai ser mole demais com o regime brasileiro em relação aos interesses dos EUA na região. Tom Sahnnon é um diplomata de carreira, tão profissional que foi nomeado o numero 1 para a América Latina pelo Presidente Bush em 2006 e Bush não nomearia jamais um esquerdista. No caso Shannon o Brasil perde muito, pois é provavelmente o melhor nome indicado para embaixador em Brasília nos últimos anos; conhece muito bem o Brasil; fala português e teria todas as condições para estreitar as relações e resolver as arestas entre os dois paises. Lamentavelmente Obama está perdendo rapidamente apoio na sua política externa, é visto como vacilante, o pior perfil para um Presidente nessa área.

    São significativas, e seriam de se esperar, reações à política externa brasileira que tem corres e matizes diferentes que naturalmente surgiram do crescimento da importância do País no exterior.

    É evidente que cada nação defende seus próprios pontos de vista. Mas também é ainda mais evidente que nem sempre é aconselhável tentar ditar aos outros, comportamento e rumos, na aplicação em pleno século vinte e um da política norte-americana do “big-stik”, a paulada com que os yankees tratavam a América Latina no século passado.

    Desta vez, os exageros que partiram de nossa própria casa e de nossa Corte Suprema se espalharam. E, sobre eles convém aclarar e pensar:

    • Um deputado italiano que diz que o Brasil é mais conhecido por suas putas que seus juristas é no mínimo ofensa grave;

     

    • Um Tribunal Superior que se arroga direito de revogar texto explícito claro e tradicional da Constituição, é clara ameaça de golpe de Estado travestido de interpretação da Lei, nos moldes do que ocorreu recentemente em Honduras;

     

    • Aceitar que deputados americanos ditem quem o Brasil deve ou não receber, sem que haja fato determinante provocativo para nossas relações, é retrogradar no tempo e aceitar submissão que hoje não mais se admite;

     

    • Concordar sem qualquer manifestação, que país da importância dos Estados Unidos para as relações internacionais do Brasil se mantenha sem representante oficial junto ao nosso governo por mais de seis meses, é desmentir avaliações de importância e reduzir inaceitavelmente o papel do Brasil no mundo.

     

    Já é hora de mudar tal quadro antes que algum parlamentar da oposição em surto de loucura recorrente tome a si tais bandeiras, jogando fora anos e anos de luta pela afirmação nacional diante dos outros países.

     



    Escrito por Boanova às 08h49
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    A nota do dia

     

    Do nosso mascote senior, o jumento Fernandinho, a observação para o feriadão alongado pela comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra:

     

         O festival de Besteiras que Assola o País desde os tempos do inesquecível Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte-Preta, continua a toda força. Por nove vezes seguidas, a Rede Globo de Televisão promoveu o tal Big Brother Brasil (nem nome em português essa coisa tem) e agora nos ameaça com a décima versão dessa fabriqueta de “celebridades” que em nada constrói e nada deixa para o País, ocupando espaços da teledramaturgia e do aproveitamento de talentos nacionais para dar ao nosso povo alguma coisa útil. Junto a isso, a Rede Record de Televisão, numa imitação barata, faz da sua A Fazenda a segunda versão da bisbilhotice inconseqüente.

     

         - Vê se arrumam coisa mais útil pra fazer que ficar envolvido em fofoca besta, futrica de comadre e disse-me-disse, sô!!!

     

     



    Escrito por Boanova às 08h47
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    Notas

    · Lideranças políticas do PSDB e do PV no Vale do Paraíba condenaram o ataque contra o prefeito de Areias (SP), José Antonio Fernandes (PSDB), que terminou com uma pessoa morta e duas feridas na cidade. O suspeito de efetuar os tiros é o ex-prefeito do município João Bosco Resende de Souza, o Patinho, (PV).


    Nota do Pé Frio de Almeida: Pela mãe de todos os tucanos! Que aliança estranha... E só de pensar que ainda tem Gabeira & Serra e Marina & FHC...

     


    · Entrevistado pela TV Globo e com o vídeo repetido à exaustão no canal aberto da Vênus Platinada e na sua filhotinha, a GloboNews, o presidente do Senado, José Sarney defendeu a extradição de Césare Battisti afirmando que “o Presidente deve obedecer ao Supremo Tribunal Federal”.

    Nota do Sapo Dagoberto: Das duas uma: ou Sarney não leu o que decidiu o Supremo Tribunal Federal, ou, pior que isso, com medo de alguns dos “ministros” da Suprema Corte que podem julgar coisas suas amanhã, resolveu dar uma de esperto. Acabou falando besteira e desprestigiando a Presidência que um dia exerceu.

     

    · No julgamento do pedido de extradição de Césare Battisti, houve momento tenso no Supremo. Gilmar Mendes, Ellen Gracie, César Peluso e Ricardo Lewandowski, em bloco, argumentaram que o voto do ministro Eros Grau teria ido na linha de obrigar Lula a cumprir o tratado bilateral, mas ainda não tinham ouvido o que o ministro tinha a dizer sobre seu voto. Aí veio o voto e a frase que deixou os quatro em situação desconfortável e com a constatação clara de que buscavam a crise: “O mais qualificado a dizer o que eu disse sou eu”, afirmou Eros, visivelmente incomodado com o fato de não conseguir concluir o raciocínio. Os ministros que saíram vencedores argumentaram que a competência de manter as relações internacionais entre os países, segundo a Constituição, é do presidente, e não do STF, e por isso, Lula pode fazer o que bem entender, até mesmo desrespeitar o tratado. (Da Folha Online)

    Comentário do jumento Fernandinho: há momentos que até mesmo entre juristas respeitáveis como Ellen Gracie: Peluso e Lewandowski, fica bem explícito o uso exagerado do poder do Judiciário. Uma ditadura da toga é o pior que o País poderia almejar. Pior até que ditadura de farda, pela hipocrisia de se fazer algo em nome do Direito contra a Justiça...



    Escrito por Boanova às 00h12
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    Homenagem

     

    O Dia da Consciência Negra

     

     Data dedicada a louvar Zumbi dos Palmares, o feriado de hoje, “Dia Nacional da Consciência Negra” vem se prendendo quase exclusivamente na figura do quilombola que reagiu ao domínio dos senhores de escravos e resistiu até a morte em busca da liberdade.

    Mas, Zumbi não é o único herói negro do Brasil, como bem lembra o jornalista e historiador Carlos Alberto Lemes de Andrade, autor do estudo “A Chibata”, sobre o papel de Vitoriano Gonçalves Veloso na revolta dos Conjurados Mineiros no episódio erroneamente chamado “Inconfidência Mineira”.

    Vitoriano era mulato, quase negro, alfaiate no arraial do Bichinho (hoje Vitoriano Veloso), distrito de Prados em Minas, quando da prisão de Tiradentes. Alferes dos Voluntários, se ofereceu para avisar os demais conjurados da prisão de seu companheiro das Tropas Regulares e nessa missão ficou praticamente três dias e duas noites sobre sua montaria e percorreu 240 quilômetros alertando os Inconfidentes.

    Vitoriano foi o único dos conjurados condenado à pena de açoites em três voltas em torno da forca onde fora executado Tiradentes, dias depois da morte do herói. Depois foi degredado para a África com pena perpétua depois reduzida a dez anos.

     

    É ele o herói esquecido da Inconfidência Mineira...

    Negro a cavalo – Homenagem a Vitoriano

    Biografia

    O Alferes Vitoriano Veloso, único mulato entre o grupo dos inconfidentes, era morador do arraial do Bichinho, que pertencia, na época, a Vila de São José del Rei. Foi notável sua presteza em levar a mensagem de Francisco Antônio de Oliveira Lopes sobre a prisão de Joaquim José da Silva Xavier e Joaquim Silvério dos Reis ao Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrada e aos inconfidentes que, por acaso, encontrasse.Conforme levantamento feito pelo pesquisador Tarquínio de Oliveira, o inconfidente percorreu 240 quilômetros em três dias e duas noites entre Prados e Vila Rica.Foi inquirido oito vezes seguidas em curtos intervalos. Com seus depoimentos ficavam esclarecidos os últimos dias do movimento. No segundo depoimento é que os inquisidores percebem a rapidez com que fez o trajeto citado. Foi inquirido pela sétima vez em 22 de janeiro de 1790. “Aí, foi “esquecido” na cadeia até que fosse remetido ao Rio de Janeiro um ano depois, 22 de janeiro de 1791, para “dormir” mais alguns meses ( um ano e três meses) na prisão e esperar a sentença. Levou para o cárcere apenas um livro de orações – “Horas Mariana”.( Márcio Jardim).

    Sua pena foi o degredo perpétuo para Moçambique, depois reduzida para 10 anos. No dia 16 de maio de 1792, cumpriu sua pena adicional - açoitamento e três voltas em redor da forca. O motivo de tal pena era por Vitoriano ser mulato. Embarcou no dia 22 de maio com destino a Moçambique, no navio Nossa Senhora da Conceição – Princesa de Portugal. Foram seus companheiros de viagem: Tomás Antônio Gonzaga, Vicente Vieira da Mota, José Aires Gomes, João da Costa Rodrigues, Antônio de Oliveira Lopes e Salvador Carvalho do Amaral Gurgel.

    Homenagem
    O antigo distrito da cidade de Prados, conhecido como Bichinho, hoje se chama Vitoriano Veloso.

    http://www.descubraminas.com.br

     

     

     

    Zumbi dos Palmares

     

    Quem foi Zumbi e realizações

    Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.

    Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

    No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

    Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

    O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

    Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

    Fonte: http://www.suapesquisa.com/



    Escrito por Boanova às 00h05
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    Para ler e pensar...

     

    Do LuisNassif Online


    Mello interrompeu escalada golpista

    Do Valor Econômico

    Voto decisivo contra Battisti ficou às claras

    Maria Inês Nassif

    A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao pedido de extradição do ex-militante da esquerda armada Cesare Battisti, feito pelo governo italiano, marca o auge de uma escalada “autonomista” do tribunal, entendida não como exercício de autonomia na decisão judiciária em relação a pressões externas contra liberdades individuais e coletivas, mas como o exercício de um poder de Justiça que se sobrepõe aos demais poderes constituídos.

    O voto do ministro Marco Aurélio Mello, que na semana passada empatou a votação do plenário – desempatada ontem, contra Battisti, pelo voto do presidente do tribunal, Gilmar Mendes -, é um alerta sobre essa escalada. Para Mello, a invasão do STF à seara do governo federal, em uma decisão sobre política externa, remete “à pior ditadura, a do Judiciário”, porque é uma ação inconstitucional praticada pelo tribunal cuja maior prerrogativa constitucional é a de zelar pela Carta Magna.

    Mello foi definitivo: “Compete privativamente [ao presidente da República] manter relações com Estados e seus representantes diplomáticos, celebrar tratados internacionais”; “o Supremo não há de substituir-se ao Executivo, adentrando seara que não lhe está reservada constitucionalmente e (…) simplesmente menosprezando a quadra vivenciada à época na Itália e retratada com todas as letras na decisão proferida”, continuou.

    O voto do ministro Marco Aurélio Mello foi importante não apenas porque ele nadou contra uma corrente muito forte de opinião pública, mas porque despiu o julgamento do conteúdo excessivamente politizado, no mau sentido, a que foi submetido. O movimento para que o governo brasileiro entregue Battisti ao governo italiano veio repleto de dogmas. O processo de extradição foi empacotado por máximas sobre as quais não se admitiu questionamento – e que, tomadas em separado, mostram o seu inegável caráter ideológico. Abaixo, algumas delas:

    1) O governo brasileiro é destituído de qualquer discernimento jurídico que lhe permita decidir contra o saber jurídico italiano, que condenou o ex-militante à prisão perpétua;

    2) O Judiciário brasileiro, depositário do monopólio do saber jurídico nacional, não pode se opor ao governo italiano porque isso seria se negar como depositário desse saber;

    3) um poder que tem o monopólio do conhecimento jurídico não apenas tem legitimidade, mas deve se precaver contra ações desatinadas de um Poder Executivo escolhido pelo voto – e o voto, que emerge igualmente de letrados e iletrados, não raro precisa de correção;

    4) jamais um ministro da Justiça do governo Lula, sem pedigree jurídico (que o ministro Márcio Thomaz Bastos, por exemplo, tinha), mas cuja carreira é política, poderia se contrapor a um movimento ilustradamente jurídico – Tarso Genro fez isso e, além de não ter pedigree, ele veio maculado por uma militância na esquerda radical nos nossos anos de chumbo;

    5) Battisti não andou na seara dos confrontos políticos – e tirar os supostos (sim, supostos, pois o italiano alega inocência e um julgador não pode simplesmente desprezar isso) crimes do âmbito político é fundamental para deslegitimar o asilo político concedido pelo governo brasileiro e também para “despolitizar” os graves conflitos ocorridos na Itália dos anos 70, já conhecidos pela história como “anos de chumbo” deles.

    Mello desconstruiu esses dogmas, a começar pelo mais importante deles na formulação dos argumentos políticos e jurídicos a favor da extradição, a de que Battisti não cometeu crimes políticos, e sim comuns. O ministro disse que a configuração do crime político era “escancarada” – e em favor de sua tese citou as próprias pressões do governo italiano para o governo brasileiro extraditar Battisti. “Assim procederiam, se na espécie não se tratasse de questão política? Seria ingenuidade acreditar no inverso do que surge repleto de obviedade maior”, disse o ministro. “Façam justiça ao ministro Tarso Genro, cujo domínio do direito todos conhecem”, continuou Mello, que ainda pediu ao plenário para reconhecer o “momento histórico” vivido pela Itália na época dos fatos e, mais do que isso, até a admitir que as acusações contra o ex-militante podem não ter fundamento. “As acusações não buscam esteio em provas periciais, fundamentando-se em uma testemunha de acusação”, disse. Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país com base no instituto da delação premiada, e foi acusado pelos três militantes do grupo político a que pertencia e que eram os apontados como responsáveis por esses crimes. Battisti já estava foragido.

    O julgamento final do ex-militante italiano pelo STF estava em andamento no fechamento desta coluna. O ministro Gilmar Mendes proferiu o voto da forma como era esperado que fizesse: atendendo ao pedido do governo da Itália, pela extradição de Battisti. Conforme também era esperado, não aceitou a janela aberta no voto de Mello, para que transformasse em “autorizativa” a decisão de extradição. Mendes decidiu que o STF é competente inclusive para decidir a extradição do ex-militante italiano. Independente da decisão final do plenário do Supremo, a posição do ministro Marco Aurélio Mello teve o poder de destituir de um caráter pretensamente neutro o voto de desempate dado contra o asilado. As coisas pelo menos ficam mais claras dessa maneira.

    Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

    19/11/2009 - 10:53

    Nosso comentário: há algumas semanas publicamos aqui no blog matéria em que discutíamos “A nova face do golpe”. Agora, fica bem claro que o Supremo Tribunal Federal – sem entrar no mérito do processo Cesare Battisti – está tomando posições partidarizadas e contra a própria Constituição, ao negar norma clara e expressa da Carta Magna que dá ao Presidente da República o poder de decidir ou não asilo e extradição. Não fosse o voto do ministro Marco Aurélio de Mello - que tantas vezes criticamos e agora se vê injustamente - isso se faria como golpe do Judiciário contra as instituições. A caminhada liderada por Gilmar Mendes pode colocar o País em uma situação grave, em pouco tempo...



    Escrito por Boanova às 11h25
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    A notícia e a sugestão

    Do Portal Terra

     

    LULA, O FILHO DO BRASIL

     

    Berzoini nega caráter eleitoreiro

    e sugere filme sobre FHC

     

    Marina Mello

    Direto de Brasília

    17 de novembro de 2009 • 20h24 •

     

     

     

     Miistros do governo Lula e o presidente do PT, Ricardo Berzoini, negaram nesta terça-feira, ao chegarem na pré-estreia do filme Lula, O Filho do Brasil, que o lançamento do filme próximo a 2010 tenha qualquer caráter eleitoreiro. Ao ser questionado sobre críticas, Berzoini sugeriu que a oposição faça um filme sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

    "O presidente Lula não é candidato a nada no ano que vem, apesar de ser um cabo eleitoral muito importante. Mas acho que a manifestação cultural é assim. Por exemplo, eu sugiro à oposição que tentem fazer um filme sobre a vida de Fernando Henrique (Cardoso). Certamente vai ser bastante interessante", disse.

     

    Comentário do jumento Fernandinho: Taí uma boa idéia essa de um filme sobre o FHC. Só fico na dúvida sobre o título do filme e penso nas seguintes opções:

     

    · Fernando, o filho do General

    · FHC, o pai desnaturado

    · FHC, O padrasto do Brasil

    · Fernando Henrique, o exterminador do futuro

    · FHC, o entreguista

    · FHC, o rancoroso ex-chefinho

     

     

     Faça você também a sua escolha...

     

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    Ainda sobre o filme:

     

     

    No Blog do Tutty Vasquez

     

    O DEM liberou sua bancada para assistir Lula, o Filho do Brasil, com uma ressalva: quem chorar alto no cinema poderá ser expulso do partido!

     



    Escrito por Boanova às 22h24
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    Mudança de rumo...

    A foto e o futuro

     

     

    Os presidentes Lula e Sarkozy. Foto: Ricardo Stuckert/PR

     

     

           Há coisas emblemáticas na vida dos povos. Algumas delas são as opções e alinhamento que se fazem entre países e blocos, dos quais sempre resulta força maior para quem se une aos seus iguais.

           É assim na história, desde que os primeiro moradores das colinas romanas se uniram aos etruscos para criar a urbe de Roma dando origem aos patrícios que fizeram o império ao longo de séculos.

           De época mais recente, derivado do pragmatismo de Getúlio Vargas na opção pelos aliados no correr da Segunda Guerra Mundial, o alinhamento do Brasil com os Estados Unidos acabou por se inserir na doutrina americana de “áreas de influência” na sua disputa de poder com os soviéticos após a Guerra. E fomos caudatários dos americanos ao longo de décadas.

           Esse “alinhamento” geopolítico acabou por deixar seguidores quase fanáticos, especialmente nos setores mais à direita do espectro social e nas Forças Armadas.

    Deixamos a influência gaulesa que vinha desde a chegada da “Missão Francesa”, ainda com Dom João VI no Rio de Janeiro para adotar novos padrões, talvez derivados do engajamento da Brigada Brasileira da FEB no V Exército americano em campos da Itália.  

           Nestas passadas pouco mais de seis décadas, fomos vítimas de toda a ação norte-americana contra o crescimento do País. Até 1964 assistimos ingerências políticas que foram desde o financiamento do IBAD até o planejado e não executado desembarque de “mariners” em nossos portos na operacionalização da “Big Brother” a ação militar preventiva ideada pelo Pentágono contra João Goulart e só não deflagrada pela pressa dos golpistas brasileiros.

           Daí por diante as ações ficaram a cargos do Lincoln Gordons da vida com embaixadores americanos ditando regras durante a ditadura até os recentes episódios que se deslocaram para o campo econômico, com bloqueio a exportações, sobretaxa de produtos, dumping expresso contra indústrias brasileiras, vetos a exportação de aço e manufaturados e coisas assim.

           Não penso em anti-americanismo, pois não há sentido em condenar os Estados Unidos por defender seus interesses, Há que se condenar, sim, os brasileiros que se aliam a esse processo em prejuízo do Brasil.

           Mas, agora, começa a ocorrer uma inflexão importante nesse alinhamento. O País dá claros sinais de que adotará novas linhas de ação internacional em seus posicionamentos diplomáticos, econômicos, culturais e militares.

           E, de novo, nos aproximamos dos franceses, povo de cultura latina que deu origem a toda a intelectualidade brasileira por séculos até metade dos anos novecentos.

           Uma opção bem vinda para quem gosta de ver na história os exemplos de cada povo. Uma boa opção, apesar da arrogância dos franceses e de sua intolerância com tudo que não tenha origem na velha Gália.

           Talvez aí esteja a grande vantagem. Unir-nos a quem rejeita o que é estrangeirismo e anglicanismo a ponto de, por exemplo, criar problemas quase insuperáveis para a Microsoft na implantação de seus computadores e sistemas operacionais na França.

           Não se trata aí de trocar de lado pelo simples prazer de submissão a este ou aquele pensamento dominante. Trata-se, isso sim, de uma opção de futuro que começou curiosamente em um governo militar, o do general Ernesto Geisel que determinou e executou o primeiro grande rompimento com os americanos: a denúncia do acordo militar Brasil-Estados Unidos.

           Nisso, a foto que abre esta análise é emblemática e aponta para parceria importante à qual pouca importância tem sido dada por nossa mídia e que alcança os seguintes campos:

     

    ·                          Transferência de tecnologia militar de defesa

    ·                          Apoio diplomático a posições brasileiras no mundo

    ·                          Abertura de mercados em vias de mão dupla

    ·                          Ampliação das trocas industriais e do comércio externo entre os dois países e suas áreas de influência, enfocando a União Européia

                                 e o Mercosul

     

    Dessa forma estamos tentando deixar para as calendas vetos de venda de aviões da Embraer; corte de cotas de exportação de café, açúcar, suco de laranja e aço e mil outras imposições americanas, danosas a nós e benéficas a eles.

     

    Por isso, a foto e o aperto de mão lá em cima diz mais do que apenas retratar um momento. Ela diz do futuro...

     

    A outra, aí embaixo, diz do passado....

     

                 

     

                      http://www.presidiacreative.com/37-clever-satirical-photomanipulations-by-azrainmant/



    Escrito por Boanova às 07h20
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